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Mobilidade Elétrica
Renovável

Mobilidade Elétrica:
Sustentabilidade e Inovação em Movimento

A gestão energética municipal é uma ferramenta estratégica capaz de fortalecer as finanças públicas e impulsionar o desenvolvimento sustentável. Quando incorporada como política pública, permite que as prefeituras adotem ações estruturadas para otimizar o consumo de energia elétrica, assegurando economias significativas sem comprometer a qualidade dos serviços prestados à população.

Essa abordagem envolve a implementação de estratégias para reduzir o uso de energia, a negociação de preços mais competitivos com fornecedores, e a escolha criteriosa de fontes energéticas adequadas às demandas operacionais — sempre priorizando alternativas mais eficientes e sustentáveis.

Projeto de eletroposto

Perguntas Frequentes:


Mobilidade Elétrica e Eletropostos

Um eletroposto é uma estação de recarga para veículos elétricos (VE), projetada para fornecer energia elétrica de forma segura e controlada.
Esses pontos podem ser instalados em espaços públicos, empresas, estacionamentos, condomínios ou rodovias, e são classificados conforme a potência e o tipo de recarga:

  • Carga lenta (AC): geralmente 3,7 a 22 kW — ideal para uso residencial ou corporativo;

  • Carga semirrápida (AC/DC): de 22 a 50 kW — comum em estacionamentos e shoppings;

  • Carga rápida (DC): acima de 50 kW — utilizada em rodovias ou eletropostos de alto desempenho.

O eletroposto é o elemento-chave da infraestrutura de mobilidade elétrica, conectando a rede elétrica ao veículo por meio de conectores padronizados e protocolos inteligentes de comunicação e segurança.

Instalar um eletroposto em empresas, comércios ou condomínios é uma decisão estratégica que agrega valor, inovação e sustentabilidade.
Principais motivos:

  • Valorização do imóvel e imagem institucional, associando a marca à sustentabilidade e inovação tecnológica;

  • Atendimento à demanda crescente de motoristas elétricos, que buscam locais com recarga disponível;

  • Benefício aos colaboradores e moradores, promovendo conveniência e engajamento ambiental;

  • Preparação para exigências futuras, já que a eletrificação veicular é uma tendência irreversível;

  • Oportunidade de novos negócios, como cobrança por uso, fidelização de clientes e integração com energia solar.

Empresas com eletropostos tornam-se protagonistas na transição da mobilidade urbana para um modelo limpo e inteligente.

A mobilidade elétrica traz benefícios em múltiplas dimensões — ambiental, econômica, tecnológica e social:

  • Zero emissões locais: não há emissão de CO₂, NOx ou particulados;

  • Menor custo operacional: veículos elétricos consomem menos energia e têm manutenção reduzida;

  • Eficiência energética: cerca de 90% da energia é convertida em movimento (contra 30% nos motores a combustão);

  • Silêncio e conforto: operação sem ruído e vibração, melhorando a qualidade urbana;

  • Independência de combustíveis fósseis, fortalecendo a segurança energética;

  • Inovação urbana: integração com energia solar, baterias e redes inteligentes (V2G).

A mobilidade elétrica é, essencialmente, um vetor da descarbonização e da modernização das cidades.

Sim. Apesar do investimento inicial maior, o custo total de propriedade (TCO) de um veículo elétrico é inferior ao de um veículo a combustão, principalmente a médio e longo prazo.

Principais razões:

  • Custo por quilômetro até 70% menor, pois o kWh de energia é muito mais barato que o litro de combustível;

  • Manutenção simplificada: não há troca de óleo, filtros, correias ou embreagem;

  • Maior durabilidade: motores elétricos possuem menos partes móveis e menor desgaste;

  • Incentivos fiscais e tarifários em várias regiões (isenções, descontos em IPVA, estacionamento, etc.).

Além disso, quando recarregados com energia solar ou de fonte renovável, o custo por km pode cair drasticamente — tornando o veículo quase autossustentável.

O processo é simples, automatizado e seguro:

  1. O condutor estaciona e conecta o cabo de recarga ao veículo;

  2. O sistema do eletroposto identifica o usuário (via aplicativo, cartão RFID ou QR Code);

  3. Inicia-se a transferência controlada de energia, com monitoramento de tensão, corrente e tempo;

  4. Ao final, o sistema encerra automaticamente a recarga e emite relatório ou nota de uso.

Nos eletropostos inteligentes, a recarga pode ser:

  • Gerenciada via aplicativo, mostrando disponibilidade, potência e custo;

  • Integrada com painéis solares ou sistemas de armazenamento;

  • Com cobrança automatizada por kWh, tempo ou assinatura.

Sim, e está em franca expansão.
O Brasil já conta com milhares de pontos de recarga públicos e privados — concentrados principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com redes rodoviárias integradas (como Eletrovia Sul, Via Rápida e BR do Futuro).

O crescimento é impulsionado por:

  • Fabricantes automotivos investindo em frotas elétricas;

  • Empresas de energia ampliando infraestrutura de recarga (ENEL X, EDP, Neoenergia, etc.);

  • Incentivos estaduais e parcerias público-privadas;

  • Expansão de startups e integradores de infraestrutura (Copa Energia, WEG, Raízen, Movida, etc.).

Ainda há desafios — especialmente em padronização e interoperabilidade — mas o país caminha rapidamente para uma rede nacional interligada de eletropostos.

Sim. Diversos incentivos fiscais, financeiros e regulatórios estão em vigor, tanto em âmbito federal quanto estadual e municipal:

  • Redução ou isenção de ICMS/IPVA para veículos e equipamentos elétricos (dependendo do estado);

  • Linhas de financiamento verdes (BNDES, FINEP, bancos de fomento regionais);

  • Programas de eficiência energética da ANEEL, que incluem a instalação de pontos de recarga;

  • Parcerias com concessionárias e programas de P&D, que subsidiam projetos-piloto;

  • Isenção de taxas municipais e benefícios urbanísticos para empreendimentos sustentáveis.

Empresas e condomínios que instalam eletropostos podem, inclusive, vincular o projeto a metas ESG e créditos de carbono, ampliando o retorno estratégico do investimento.