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Análise de Rentabilidade de Usinas GD2 por Estado e Distribuidoras

A avaliação detalhada da rentabilidade das usinas conectadas ao mercado de Geração Distribuída Tipo 2 (GD2) é fundamental para orientar investidores, gestores e agentes do setor energético. Esta análise segmenta o desempenho financeiro das usinas por estado e distribuidora, identificando as variáveis que impactam a lucratividade em cada região.

Compreender esses dados permite otimizar investimentos, ajustar estratégias comerciais e maximizar o retorno financeiro, considerando as particularidades regulatórias e tarifárias locais. Além disso, essa visão segmentada facilita a tomada de decisão para expansão e desenvolvimento de novos projetos de geração distribuída, contribuindo para uma matriz energética mais eficiente e sustentável.

Usinas Conectadas GD2​

Perguntas Frequentes:


Usinas Conectadas GD2

As Usinas Conectadas GD2 são empreendimentos de Geração Distribuída Remota voltados ao autoconsumo remoto ou geração compartilhada, conforme definido pela Lei nº 14.300/2022 (Marco Legal da GD) e regulamentado pela Resolução Normativa ANEEL nº 1.000/2021.

Em termos práticos, uma usina GD2:

  • Gera energia elétrica a partir de fontes renováveis (principalmente solar fotovoltaica);

  • É conectada à rede de distribuição de uma concessionária (ENEL, CPFL, RGE, CEMIG, entre outras);

  • Compensa créditos de energia em unidades consumidoras de um ou mais clientes, localizadas sob a mesma área de concessão;

  • Pode ser de propriedade individual, consorciada ou cooperativa.

Esse modelo permite que empresas e pessoas físicas “alugem” cotas de energia renovável produzidas remotamente, sem necessidade de instalação própria — democratizando o acesso à energia limpa e impulsionando o mercado solar no Brasil.

A análise da rentabilidade das usinas GD2 por estado e distribuidora é essencial porque as condições regulatórias, tarifárias e de irradiação solar variam significativamente entre regiões.

Fatores como:

  • Tarifa de energia (kWh) cobrada pela distribuidora;

  • Custo de conexão e taxas de uso do sistema de distribuição (TUSD/TUST);

  • Regras locais de compensação e limites de potência;

  • Tributação estadual (ICMS sobre créditos de energia);

  • Níveis de radiação solar e clima;

influenciam diretamente o retorno sobre o investimento (ROI) e o payback de uma usina GD2.

Assim, analisar por estado e distribuidora permite identificar os mercados mais atrativos e seguros para investimento, maximizando a eficiência financeira e a sustentabilidade operacional do projeto.

Para investidores, a análise por estado e distribuidora é uma ferramenta estratégica de tomada de decisão.
Ela permite:

  • Comparar o desempenho econômico entre regiões, direcionando capital para áreas com melhor rentabilidade e menor risco regulatório;

  • Modelar cenários financeiros realistas, ajustando projeções de fluxo de caixa, payback e TIR (Taxa Interna de Retorno);

  • Definir o mix ideal de projetos no portfólio (diversificação geográfica e regulatória);

  • Antecipar riscos e oportunidades decorrentes de alterações tarifárias, tributárias ou técnicas;

  • Negociar contratos de compensação e locação mais competitivos junto a consumidores de energia.

Em resumo, essa análise transforma dados técnicos e regulatórios em informações estratégicas de investimento, reduzindo incertezas e aumentando a rentabilidade de longo prazo.

A rentabilidade de uma usina GD2 é resultado de um conjunto de variáveis técnicas, financeiras, regulatórias e ambientais. Entre as principais:

👉 Técnicas:

  • Irradiação solar (potência gerada por kWp instalado);

  • Eficiência e durabilidade dos equipamentos;

  • Perdas elétricas e disponibilidade da rede.

👉 Financeiras:

  • Custo de implantação (CAPEX) e manutenção (OPEX);

  • Estrutura de financiamento e taxa de juros;

  • Receita obtida por kWh compensado (tarifa da distribuidora).

👉 Regulatórias e tributárias:

  • Compensação de créditos de energia (regras da Lei 14.300/22);

  • Cobrança parcial de TUSD fio B (fase de transição do marco legal);

  • Tributação estadual (isenção ou cobrança de ICMS sobre créditos);

  • Incentivos fiscais (como REIDI e linhas de crédito verdes).

Cada um desses fatores pode aumentar ou reduzir a atratividade financeira do projeto, tornando a análise regional um componente obrigatório para qualquer estudo de viabilidade em GD2.

Sim — e de forma direta.
A análise de rentabilidade por estado e distribuidora não apenas orienta o investimento financeiro, mas também favorece o crescimento equilibrado e sustentável da geração distribuída no país.

Ela contribui para o desenvolvimento sustentável ao:

  • Promover a expansão da energia renovável em regiões com alto potencial solar;

  • Estimular políticas públicas locais que incentivem a energia limpa;

  • Descentralizar a matriz elétrica, reduzindo perdas na transmissão e fortalecendo a segurança energética;

  • Gerar emprego e renda regionalizados, por meio da instalação e operação das usinas;

  • Reduzir emissões de CO₂ e apoiar metas ESG de empresas e governos.

Portanto, além do retorno econômico, a análise de rentabilidade em GD2 orienta investimentos mais responsáveis e alinhados à transição energética nacional.